O som na Formula 1

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Giner F1 2014 Engine Spectrum
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F1_2014_Engine Spectrum

 

O som dos novos motores da Formula 1 – 2014.

 

Um dos assuntos mais comentados e discutidos entre os que acompanham a Formula 1, principalmente depois das duas corridas iniciais, Austrália e Malásia, são as novas regras para esta temporada com um grande impacto no som dos motores.

 

No ano passado enquanto estávamos em Montreal participando do ICA 2013, tivemos a oportunidade de assistir  a duas sessões de classificação do Grand Prix du Canada. O lugar estrategicamente escolhido foi o “grandstand” do “hairpin”. Esta parte do circuito é muito interesante, pois depois de uma longa reta onde todos chegam com os motores cheio os pilotos tem que desacelerar bruscamente e contornar uma curva em forma de cotovelo. Grande oportunidade para vermos os pilotos com “p” minúsculo errar na frenagem, derrapar, bater e etc…

 

O circuito Gilles Villeneuve.

Hairpin

 

O acesso à nossa “grandstand” 34 era feito bem em cima da pista, sim, em cima da reta; o nível de ruído no entorno era ensurdecedor próximo ao limiar da dor, ou seja, acima de 140 dB. Resultado tive que abandonar a segunda sessão para proteger os meus ouvidos.

 

Grandstand-34-Hairpin
Grandstand-34-Hairpin

A razão “Sound Quality”.

 

Agora com os novos motores V6 Turbo e não mais os velhos V8 aspirados, todos estão reclamando que os motores estão bem mais silenciosos, que nem parecem motores de carro de corrida da F1.Depois deste fato pesquisei um pouco sobre o assunto e descobri que os novos motores turbo, além de serem mais silenciosos eles tem uma grande diferença no “sound quality”.  Ao contrário dos antigos V8 cujo espectro de ruído mostra uma pressão sonora gerada na faixa de frequência de 500 a 2500 Hz (a faixa mais sensível do ouvido humano) os novos motores respondem uma oitava abaixo e longe da faixa onde o nosso ouvido é mais sensível principalmente nas altas frequências; como podemos ver no espectro acima comparando duas gravações “onboard” dos motores 2013 e 2014.

 

Ainda bem, eu só me recordo de outra oportunidade em que abandonei um espetáculo, que eu tanto aprecio por causa do extremo nível de ruído; o show do Van Halen no Ginásio do Ibirapuera em 1983.

 

 

 

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